Demências
O termo "demência" não designa uma doença única, mas sim uma síndrome clínica caracterizada por um declínio cognitivo e/ou comportamental progressivo, suficientemente grave para interferir com a autonomia e o funcionamento diário da pessoa.
Os sintomas cognitivos e/ou comportamentais dependerão do tipo de demência:
- Doença de Alzheimer
- Demência Vascular
- Demência com Corpos de Lewy
- Demência Frontotemporal
Em Portugal, estima-se que 200 mil pessoas vivam com demência e prevê-se que este número possa duplicar até 2080, atingindo meio milhão de casos
Doença de Alzheimer
A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, representando cerca de 60-70% de todos casos.
Trata-se de uma doença neurodegenerativa que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas - como a memória, a atenção, a concentração, a linguagem e o pensamento - que impacta o comportamento, a personalidade e a capacidade funcional da pessoa, dificultando progressivamente a realização das atividades de vida diária.
Quais são os principais sintomas?
Na fase inicial, os sinais da Doença de Alzheimer podem ser subtis e facilmente confundidos com alterações associadas ao envelhecimento normal. No entanto, é comum surgirem lapsos de memória frequentes, especialmente relacionados com acontecimentos recentes, bem como dificuldade em encontrar as palavras certas para objetos do quotidiano.
Entre os principais sintomas, destacam-se:
- Dificuldades de memória persistentes e frequentes, sobretudo para factos recentes;
- Dificuldade em compreender perguntas e seguir instruções;
- Apatia, perda de interesse ou diminuição do entusiasmo por atividades anteriormente apreciadas;
- Discurso vago ou pouco claro durante as conversas;
- Maior lentidao na realização de tarefas do dia a dia.
Os sintomas podem variar de pessoas para pessoa, dependendo das áreas do cérebro afetadas, e a progressão da doença ocorre a ritmos diferentes em cada indivíduo.
Como podemos ajudar?
Atualmente, não existe cura para as demências; contudo, existem intervenções que podem contribuir para retardar a sua progressão e atenuar o impacto funcional da doença.
Intervenção farmacológica
- Contudo, existem medicamentos que podem ajudar a estabilizar temporariamente o funcionamento cognitivo, sobretudo nas fases ligeira e moderada da doença, contribuindo para a manutenção das capacidades mentais e da autonomia por mais tempo.
Intervenção não farmacológica
- Para além da terapêutica farmacológica, as intervenções não farmacológicas desempenham um papel fundamental na abordagem da doença. Estratégias como a estimulação cognitiva, a terapia ocupacional, o exercício físico adaptado e o apoio psicossocial têm demonstrado benefícios na preservação das capacidades funcionais, na promoção do bem-estar emocional e na melhoria da qualidade de vida da pessoa e dos seus cuidadores.
Uma intervenção integrada, que combine medicação e abordagens não farmacológicas, é atualmente considerada a forma mais adequada de acompanhamento nas fases iniciais e intermédias da Doença de Alzheimer.


