Acidente Vascular Cerebral (AVC)
O AVC ocorre quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo numa determinada área do cérebro, provocando a morte das células cerebrais por falta de oxigénio e nutrientes.
Esta é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade em Portugal
Tipos de Acidente Vascular Cerebral
Existem dois tipos principais de AVC:
- AVC isquémico (mais frequente): ocorre quando um vaso sanguíneo que irriga o cérebro fica obstruído por um coágulo, impedindo a passagem de sangue (enfarte cerebral);
- AVC hemorrágico: acontece quando um vaso sanguíneo se rompe, provocando uma hemorragia cerebral. O sangue acumulado pode formar um hematoma e exercer pressão sobre estruturas cerebrais, causando lesão adicional;
Pode ainda ocorrer um Ataque Isquémico Transitório (AIT), quando a interrupção do fluxo sanguíneo é temporária e os sintomas desaparecem em poucos minutos ou horas. Apesar de transitório, o AIT é um importante sinal de alerta e deve ser avaliado urgentemente.
Como reconhecer rapidamente um AVC?
Agir rápido salva vidas!
Pode utilizar três testes simples:

Face
Peça para sorrir. O sorriso é simétrico ou um dos lados não se move adequadamente?
Força nos braços
Peça para levantar ambos os braços à frente. Consegue mantê-los elevados ou um deles cai?
Fala
Peça à pessoa para repetir uma frase simples. Consegue falar de forma clara?
Se notar alteração em algum destes pontos, ligue imediatamente para o 112!
O AVC é uma emergência médica que exige intervenção imediata.
Como podemos ajudar?
Após a fase subaguda do AVC, o processo de reabilitação inicia-se ainda em contexto hospitalar. A intervenção precoce é fundamental para maximizar a recuperação e reduzir o impacto das sequelas.
As consequências do AVC variam de acordo com a região cerebral afetada e a extensão da lesão. Entre as alterações mais frequentes destacam-se:
- Alterações do controlo postural e aumento do tónus muscular;
- Perda de força e mobilidade;
- Dificuldades na deglutição (disfagia);
- Alterações da linguagem e da comunicação (afasia);
- Alterações da sensibilidade;
- Alterações cognitivas (atenção, memória, funções executivas).
Dada a complexidade destas sequelas, a reabilitação deve ser realizada por uma equipa multidisciplinar, no qual diferentes valências trabalham de forma articulada e complementar.
- A fisioterapia intervém na melhora do controlo postural, na redução do tónus, na melhora da mobilidade, da força, do equilíbrio e da marcha.
- A terapia ocupacional promove a autonomia nas atividades de vida diária e a reintegração funcional.
- A terapia da fala atua nas alterações da comunicação e da deglutição.
- A neuropsicologia trabalha as alterações cognitivas e emocionais, apoiando o doente e a família no processo de adaptação.
No ILCN, estas valências funcionam de forma integrada, garantindo uma abordagem individualizada, centrada na pessoa e orientada para a máxima recuperação possível e melhoria da qualidade de vida.


