Temas ILCN

Nesta secção abordamos alguns assuntos muito variados, mas que lhe poderão interessar.

Para o esclarecimento de qualquer dúvida, ou para sugerir outros temas que gostasse de ver abordados, 
entre em contacto connosco, por favor.

Negligência visual

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Saiba o que pode fazer em casa!

 

A negligência visual, como consequência do AVC, afeta o campo visual.

Nesta atividade com o relógio, o utente trabalha a identificação das horas e a orientação dos ponteiros, em ambos os campos visuais. Também se consegue integrar o membro afetado na atividade bimanual.

 

 


Heminegligência e consequências no desempenho nas AVD’s

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e textoA heminegligência é uma condição típica após o AVC. Apesar de existirem casos de heminegligência após lesões do hemisfério esquerdo, é mais comum em pacientes com lesão do hemisfério direito e com afetação motora à esquerda (70% dos casos).

Nesta condição, o indivíduo negligencia o hemicorpo e hemiespaço comprometidos, havendo uma distorção na ação e na perceção em relação a si e ao ambiente, o que restringe o desempenho das Atividades de Vida Diária (AVD), limitando, consequentemente a independência.

Na participação em qualquer atividade, as pessoas com heminegligência ignoram, em maior ou menor escala, todo o material situado do lado esquerdo, bem como todo a metade do corpo afetada, pelo que, na maioria das atividades, vai refletir-se este défice. Alguns exemplos de alterações que podem surgir no desempenho das AVD’s são:

Higiene Pessoal – só desfaz a barba, maquilha-se ou lava os dentes do lado direito. Não coloca desodorizante ou creme na metade esquerda do corpo.

Tomar banho – só ensaboa e retira o gel da metade direita do corpo.

Vestir/Despir – tem dificuldades em orientar a roupa em relação ao corpo; não incorpora eficazmente os movimentos do lado esquerdo para se vestir; só veste as roupas do lado direito, esquecendo a esquerda.

Alimentação – só come o que está à direita do prato. Não localiza na mesa o copo ou garfo, situados à esquerda. Não limpa o lado esquerdo da boca.

É importante ter em consideração o indivíduo como um todo, sendo necessário reconhecer que o AVC pode acarretar vários défices, muitos associados à heminegligência, pelo que é preciso avaliar possíveis alterações cognitivas, motoras e sensoriais que possam também influenciar o desempenho nas AVD’s.


Praxia Global

A praxia global constitui o sexto fator psicomotor e envolve a organização da atividade consciente e a sua programação, regulação e verificação. 
A apreciação da praxia global permite observar a integração dos restantes fatores psicomotores abordados até então: tonicidade (tónus adequado), equilibração (segurança gravitacional), lateralização e noção de corpo (consciencialização bilateral corporal, orientação face ao espaço, aos objetos e dominância manual e pedal) e estruturação espácio temporal (matriz espacial, coordenadas extracorporais e temporalidade dos movimentos).
Em resumo, a realização de tarefas de praxia global revela o nível de atenção voluntário da criança, a sua capacidade de planificação e sequencialização de ações perante situações novas, e funções cognitivas gerais, que caracterizam o seu potencial de aprendizagem. 
A praxia global dá-nos assim um indicador sobre a organização práxica da criança com reflexos nítidos sobre a eficiência, proficiência e a realização motora. Através da observação da qualidade de execução de um ato motor e das diferentes formas de realização, podemos captar sinais sobre a organização psicomotora, ao mesmo tempo que podemos perspetivar as suas repercussões no desenvolvimento motor, afetivo e intelectual.

A dispraxia, compreende assim uma das manifestações mais comuns da disfunção integrativa sensorial e psicomotora. Muitos problemas de aprendizagem e de desenvolvimento emocional têm, em muitos casos, uma relação com a função de programação, regulação e verificação da atividade motora da criança.
Neste sentido, criança dispráxica apresenta uma disfunção psicomotora normalmente caracterizada por perturbações da esfera motora. Os sinais de incoordenação mais característicos são: dismetrias, distonias, disquinesias, dissincronias, entre outros.
A dispraxia, no seu aspeto global, traduz uma disfunção psiconeurologica da organização tátil, vestibular e propriocetiva, que interfere com a capacidade de planificar ações, com repercussões no comportamento sócio-emocional e no potencial de aprendizagem.
As dispraxias combinam problemas práxicos com problemas da noção do corpo e da estruturação espácio-temporal, que se refletem posteriormente em dificuldades de aprendizagem da leitura, escrita e cálculo.
As crianças dispráxicas apresentam uma planificação motora menos facilitadora e, por consequência, têm tendência a levar mais tempo na aprendizagem motora.

Autismo e problemas motores

“Os problemas motores do meu filho estão relacionados com o Autismo?”
A resposta à pergunta é: sim, podem estar relacionados!
É frequente ouvirmos alguns pais de crianças diagnosticadas com Autismo, referirem que, durante os primeiros meses de vida, o seu filho teve dificuldade em sentar-se, em pegar nos brinquedos ou mesmo a começar a andar. Estudos mais atuais referem que crianças com autismo podem ter graus variados de dificuldades motoras, quer nas competências mais globais, como saltar, ou mais finas, como pegar no lápis.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e ar livreApesar de no diagnóstico de Autismo não constarem critérios motores, a literatura tem demonstrado evidência da presença de dificuldades motoras nestas crianças. Muito frequentemente essas dificuldades, apesar de existentes, são ignoradas ou não são valorizadas, uma vez que a criança vai apresentando défices mais significativos noutras áreas, como na comunicação e na interação.
Alguns autores consideram mesmo que as dificuldades motoras podem causar impacto noutros campos de desenvolvimento, tais como nas competências sociais e desenvolvimento cognitivo, pelo que a intervenção de base motora é fundamental para o desenvolvimento das outras áreas.
Como é uma área frequentemente negligenciada na intervenção com crianças com Autismo, é importante garantir um programa de intervenção rico em atividades motoras lúdicas, potenciadoras de competências motoras específicas, aplicado o mais precocemente possível.
A equipa do ILCN, garante uma intervenção individual e global, considerando a criança com Autismo como um todo, dando enfoque em todas as áreas de desenvolvimento.

Acidente Vascular Cerebral

Um estilo de vida saudável ajuda na prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC)? 

Saiba algumas das atitudes que deve tomar para o prevenir.

Controle: colesterol, diabetes e pressão arterial, através de dieta e exercício físico regular. No caso de recomendação médica, tome a medicação.

Não use: drogas e evite ingerir bebidas alcoólicas.

Mantenha: um peso saudável.

Escolha: produtos lácteos com baixo teor de gordura. 

Pratique: exercício físico pelo menos 30 minutos por dia.

Não fume: caso fume, procure ajuda para deixar de fumar.

Escolha: uma dieta rica em fruta, verduras e grãos integrais.

Opte por: uma alimentação pouco gordurosa, como frango, peixe, feijão e legumes.

Evite sódio: evite sódio e gorduras encontradas em alimentos fritos e alimentos processados.

Cuide de si! Aposte na prevenção!


Terapia Ocupacional - Psicomotricidade

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O seu filho apresenta algum destes sinais?

 

  • Recusa atividades que impliquem trabalhar com as mãos (ex. recortar, pintar ou desenhar)
  • Não consegue abrir embalagens, frascos ou pacotes (ex. pasta os dentes, iogurtes)
  • Deixa cair frequentemente coisas das mãos
  • Tem dificuldade em abotoar casacos ou puxar os fechos
  • Troca o lápis de mão durante a escrita frequentemente
  • Dificuldade em controlar a força do lápis na folha (ex. faz buracos)
  • Não consegue puxar o elástico das meias para enfiar o pé
  • Tem dificuldades em recortar continuamente com a tesoura

 

O ILCN pode ajudar!


Estruturação Espácio - Temporal

O quinto fator psicomotor, a estruturação espácio-temporal, resulta da integração de duas estruturações, a espacial e a temporal, e decorre da integração e organização funcional da lateralização e da noção do corpo, fatores psicomotores anteriormente abordados, uma vez que é necessário desenvolver a consciencialização espacial interna do corpo antes de a projetar para o espaço exterior. 

Assim, partindo da dimensão intra espacial, a criança vai elaborando uma dimensão extra e inter espacial, apropriando-se de sistemas espaciais mais complexos e distanciados na sua própria localização. A criança localiza-se a si própria antes de se localizar no espaço, ou de localizar objetos no espaço. Localiza os objetos em relação a si própria e posteriormente localiza cada objeto sem precisar de os referir corporalmente. Dá-se, consequentemente, uma projeção da lateralização e da noção do corpo no espaço. 

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Este fator psicomotor emerge da motricidade, da relação com os objetos localizados no espaço, da posição relativa que ocupa o corpo e das múltiplas relações integradas da tonicidade, equilibração, lateralização e noção do corpo.
Sem uma adequada lateralização e noção do corpo, a organização e estruturação espacial e temporal torna-se limitada ou imprecisa, refletindo-se em vários aspetos da aprendizagem.
Uma criança com défices ao nível deste fator psicomotor, terá o seu potencial de aprendizagem alterado, podendo revelar dificuldades no processamento sequencial-temporal, memorização da informação, atenção seletiva, linguagem, no sentido de direção (trocar direções básicas esquerda/direita cima/baixo), na realização de atividades diárias ou sequências de tarefas (vestir/despir, fazer a cama...), imitação de posturas, construção de figuras geométricas, coordenação óculo-manual, grafomotricidade, leitura e cálculo.


Microcefalia

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A microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro do bebé são significativamente menores do que os de outras crianças da mesma idade e sexo.
A microcefalia normalmente é diagnosticada no início de vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos de vida melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.

Algumas outras causas da microcefalia são:
- Malformações do sistema nervoso central.
- Diminuição do oxigénio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou no parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebé.
- Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez.
- Desnutrição grave na gestação.
- Rubéola congénita na gravidez.
- Toxoplasmose congénita na gravidez.
- Infeção congénita por citomegalovírus.

No ILCN dispomos de uma equipa especializada capaz de ajudar a melhorar a qualidade de vida da criança com microcefalia. Saiba como o ILCN pode ajudar!


Terapia da Fala

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A aquisição da linguagem dá-se de forma gradual logo após o nascimento do bebé. Muito antes de surgir a fala, aparece a fase pré-linguística na qual o bebé aprende a interagir com o meio que o rodeia e com o outro sem que haja produção de palavras. Entre o nascimento e os 3 anos de idade dá-se um “boom” linguístico para a criança, sendo esta a fase na qual irá adquirir as competências básicas para dominar a língua materna, através da interação com o meio e com os outros. Um dos fatores que impulsionam a linguagem da criança é o facto de permitir a socialização e interação com os outros. Assim, o contacto visual surge como primeiro estímulo para iniciar qualquer atividade verbal e/ou não-verbal, podendo ainda observar-se a ocorrência de sorrisos intencionais como resposta ao outro. O papel do terapeuta da fala é importante logo após o nascimento, pois poderá avaliar e perceber se o desenvolvimento da linguagem está a ocorrer normalmente prevenindo possíveis alterações interacionais e linguísticas. Este profissional de saúde poderá, ainda, intervir antes dos 3 anos indiretamente na fala em áreas como a interação, a motricidade orofacial ou ainda na alimentação.

Se notar alguma dificuldade no seu filho ao nível da interação com o outro, da linguagem ou da alimentação não hesite e procure ajuda do Terapeuta da Fala o mais precocemente possível! 

 


TMS - Estimulação Magnética Transcraniana

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O que é?

A Estimulação Magnética Transcraniana de repetição é um tratamento seguro e eficaz que consiste na utilização de uma bobina, colocada à superfície do couro cabeludo. Esta emite uma série de “pulsos” magnéticos dirigidos a uma região do cérebro, previamente associada à patologia, com o objetivo de modular a atividade dessa mesma região de uma forma precisa e não invasiva. A TMS encontra-se associada a melhorias na sintomatologia de várias patologias.

 

Em casos de AVC...

A TMS tem sido frequentemente estudada pela comunidade científica na reabilitação motora em doentes com défices motores provocados por AVC, sendo considerada uma ferramenta adjuvante de grande utilidade na terapêutica após AVC.

 

Este tratamento tem como objetivo modular temporariamente a excitabilidade do córtex motor, provocando a inibição do hemisfério saudável e o efeito contrário no hemisfério lesado, aumentando assim a funcionalidade do mesmo.

 


Kinésio Taping

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O Kinésio Taping é uma técnica de aplicação de bandas adesivas flexíveis sobre a pele, que foi desenvolvida pelo Dr. Kenzo Kase nos anos 70. Os objetivos da técnica passam por reabilitar, prevenir e tratar lesões corporais, prolongando os efeitos das terapias manuais convencionais, ao longo do dia, o que permite manter os benefícios.

O Kinésio, em conjunto com outros métodos terapêuticos, pode facilitar/inibir a função muscular, apoiar as estruturas articulares, reduzir a dor e o edema e dar feedback propriocetivo para o movimento e manter o alinhamento corporal.
Alguns estudos indicam que no AVC, a aplicação das bandas pode reduzir espasmos, resultando em melhores movimentos. Outros estudos relatam melhoria dos padrões de recrutamento muscular, pela melhor proprioceção. Pode melhorar o movimento coordenado entre músculos do tronco e membros superiores. Pode também reduzir edemas localizados e dores musculares causadas por movimentos compensados.
Após o Acidente Vascular Cerebral, o indivíduo pode manifestar várias alterações, pelo que a aplicação específica de Kinésio deve ser avaliada e realizada por profissionais qualificados.

 


Heminegligência

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A heminegligência é uma condição que afeta o desempenho nas Atividades de Vida Diária (AVD’s). Ao realizar qualquer atividade, as pessoas com heminegligência ignoram todo o material localizado no lado afetado, bem como a metade do corpo afetada. 
Por isso, para melhorar o desempenho da pessoa sugerem-se algumas dicas para os cuidadores aplicarem em casa:
Posicione-se do lado afetado: quer em pé ou sentado, sempre que se dirigir à pessoa.
Modifique o contexto: garanta que a orientação do ambiente esteja do lado do campo visual afetado, (p.e. espelhos, móveis ou objetos de utilização regular). Proteja cantos ou áreas perigosas onde a pessoa possa acidentalmente magoar-se (p.e. maçanetas de portas).
Crie rotinas: tente sempre manter no mesmo lugar objetos e produtos (p.e. escova do cabelo, pasta dos dentes), por forma a tentar criar uma maior habituação.
Envolva o membro afetado nas tarefas: incentive sempre a realizar tarefas com ambas as mãos. Coloque no braço lesado algum objeto como um relógio, uma pulseira ou anéis (tenha atenção a possíveis problemas sensoriais). Posicione o membro afetado sempre visível em cima da mesa (p.e. na alimentação). 
Para vestir: inicie sempre por vestir o lado lesado e guie a sequência das etapas. Se necessário recorra ao espelho para verificar se está bem vestido. Para atar os cordões incentive sempre o envolvimento das duas mãos.
Na alimentação: colocar o copo e os talheres gradualmente à esquerda. Se necessário dê pistas verbais (p.e. “o garfo está mais para a esquerda”). Tenha atenção ao manuseio da faca.
No banho: vá dando pistas sobre que região do corpo lavar (p.e. tabela com indicação das partes do corpo anexada no duche). Posicione os frascos de champô e gel de banho no campo visual do lado afetado.

 


UPSEE

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e sapatos

Afinal o que é?
O Upsee é um dispositivo de mobilidade vertical criado para permitir que crianças com deficiência motora permaneçam e se movam com a ajuda de um adulto.

Este dispositivo permite que a criança com alterações neurológicas permaneça de pé, proporciona uma experiência de marcha e facilita a exploração do meio que a rodeia de uma outra forma. 
Para mais informações contacte-nos.

 

 

 


Noção do Corpo

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A Noção do Corpo constitui o quarto fator psicomotor, cuja função primordial é a receção, análise e armazenamento de informações vindas do corpo.
Este fator estrutura-se a partir dos estímulos periféricos e das referências do movimento corporal, cujo produto final resulta na síntese e no armazenamento de posturas corporais, de padrões de movimento e de direcionalização. Por conseguinte, compreende uma representação mais ou menos consciente do nosso corpo, dinâmica e postural, posicional e espacial, que nos põe em contacto com o mundo exterior. Relaciona-se com a noção de tamanho e de peso, com a informação do envolvimento, dos objetos e dos outros, com a informação da gravidade, com a lateralização, os movimentos anteriores armazenados, numa palavra, com todas as informações necessárias para produzir ações intencionais.
Em termos de observação psicomotora, a noção do corpo deve ser reconhecida como resultante da organização do input sensorial numa imagem corporal interiorizada e estruturada, de onde emerge uma representação mental, que em si, se constitui num marco de referência interna que precede todas as relações com o exterior.
A discriminação, identificação e localização tátil do corpo é, por consequência, determinante para a organização da noção do corpo. Qualquer disfunção ou dificuldade em integrar essa informação sensorial implica dificuldades em localizar partes do corpo envolvidas. 
As informações visuais, táteis, quinestésicas e vestibulares reunidas na imagem do corpo são um alimento indispensável do cérebro, pois privando-o dessa multiestimulação, ele pode desorganizar-se e manifestar desordens do processamento da informação ou de comportamento. Também uma fraca integração tátil não só prejudica a noção de corpo como interfere com a coordenação e a elaboração motora mais diferenciada.
Por isto, ressalta-se a importância do papel da noção do corpo na ação e nas praxias, daí que uma perturbação neste fator condicione o desenrolar de qualquer ação. 
Em resumo, a noção do corpo para além de revelar a capacidade do ser humano se reconhecer como um objeto no seu próprio campo percetivo, é também o resultado da integração sensorial, que participa na planificação motora de todas as atividades conscientes.

 


Paralisia Cerebral

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Sabia que…

Como o seu filho, outras crianças podem nascer com Paralisia Cerebral. Em cada 1000 bebés que nascem, 2 podem ser afetados por Paralisia Cerebral.

A Paralisia Cerebral não é, geralmente, devida a qualquer deficiência nos pais ou doença hereditária.

Pode ser causada por hemorragias, deficiência na circulação cerebral ou falta de oxigénio no cérebro, traumatismo, infeções, nascimento prematuro ou icterícia grave neonatal.

Não se sabe exatamente, num grande número de casos, como e porquê foi afetada, mas sabe-se que houve uma lesão ou anomalia geralmente antes do nascimento, na altura do parto, ou após este, que é responsável pela deficiência.

No ILCN dispomos de uma equipa especializada capaz de ajudar a melhorar a qualidade de vida da criança com Paralisia Cerebral.

Saiba como o ILCN pode ajudar!

 


“Birras, para que vos quero?”

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As birras da criança com autismo são muitas vezes assustadoras para os pais. A criança chora, grita, atira e empurra objetos, implora, parte coisas, bate nos pais… e os pais não sabem o que fazer.

Estes comportamentos, por mais desadequados que sejam, não passam de uma forma de a criança tentar comunicar o que quer e o que não quer. E muitas vezes persistem porque os pais cedem e a criança entende que se fizer birra tem o que quer. Apresentamos algumas dicas de como lidar com as birras:

  • Demonstre como deve comunicar – veja uma melhor forma para o seu filho pedir o que quer sem ser com birra e reforce esse comportamento (p.e. se uma vez pegou na sua mão para alcançar um brinquedo em vez de gritar, elogie o comportamento).

  • Ser assertivo – é importante estar calmo e ser coerente na abordagem que tem para com a criança. Se em determinados momentos os pais agem de uma maneira e noutros reagem de outra, a criança vai ficar confusa sobre a melhor maneira de se comportar.

  • Não ceder - é importante não ceder em qualquer momento à birra da criança. Não quer que ela aprenda que consegue o que quer tendo esses comportamentos desadequados.

  • Fale com o seu filho – explique calmamente à criança que não obtém o que quer fazendo birra. Explique também como pode obter o que quer (p.e. se comeres tudo sem birra, no final jogas tablet). Se a criança fizer o pretendido e por momentos fizer birra perde também a recompensa.

  • Elogiar Vs. Criticar – reforce mais frequentemente os momentos em que a criança se está a portar bem, do que penalizar quando se está a portar mal. Assim a criança entende o que é um bom e um mau comportamento.

  • A birra parou. E agora? – evite dizer “só te dou o tablet se parares de chorar”. Não deve recompensar o final da birra dando à criança o motivo que a fez ter a birra. Ao invés explique que apesar de parar de chorar, como se portou mal não pode na mesma ter o que quer e que. Da próxima vez de tiver um comportamento adequado já lhe pode dar.

  • E ignorar? – é preciso atenção ao utilizar esta estratégia bem como ter bastante capacidade em ser assertivo. Se ignorar a birra, tem de estar ciente que inicialmente vai piorar (p.e. em vez de só gritar, a criança vai atirar-se para o chão e depois atirar com tudo) e que, só depois tem tendência para terminar. 

  • Birra como fuga – se a birra surge para evitar uma situação (p.e. banho), reforce a participação da criança com atividades do seu agrado (p.e. ter um brinquedo preferido apenas para brincar na hora do banho);

  • Auto e heteroagressão – se as agressões da criança forem dirigidas a ela própria ou a si não permita esse comportamento. Iniba as mãos da mesma ou afaste-a do objeto com o qual se está a tentar magoar. Explique calma e claramente que não vai ter o que quer tendo esse comportamento.

Se tiver dificuldade em lidar com o comportamento do seu filho procure ajuda profissional.

 


Propriocepção

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A propriocepção é a capacidade em reconhecer a localização espacial, a posição e a orientação do corpo e de cada parte dele sem utilizar o sentido da visão.

Essa modalidade sensorial permite a manutenção do equilíbrio e a realização de diversas atividades do nosso dia-a-dia, desde levar a mão até o nariz para coçá-lo, até andar, correr, desviar de obstáculos e recuperar o equilíbrio após tropeçar.

Mesmo quando estamos parados o nosso corpo oscila e realizamos pequenos movimentos, muitas vezes impercetíveis, por isso é preciso controla-los o tempo todo para não cair. Esse controlo ocorre devido a recetores específicos, que recebem informação sensorial proveniente do meio ambiente, que permitem perceber a extensão, a direção e a força do movimento. Esses recetores estão localizados nas cápsulas articulares, ligamentos, tendões e músculos, além do sistema vestibular ou labirinto, localizado no ouvido.

Como ocorre esse processo? Quando pisamos uma superfície irregular, os órgãos sensoriais detetam essa mudança e enviam essas informações para o cérebro, onde são processadas e integradas.

No ILCN dispomos de uma equipa especializada capaz de avaliar e intervir no sentido de promover uma integração proprioceptiva e sensorial mais adequada do paciente neurológico.

 

 

TMS - Estimulação Magnética Transcraniana

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A Estimulação Magnética Transcraniana de repetição consiste na aplicação de pulsos magnéticos a uma região do cérebro determinada, através da colocação de uma bobina de tratamento no escalpe, tendo como objetivo modular a atividade cerebral.

Estudos verificaram que, através da modulação da atividade de redes neuronais específicas, é possível a melhoria de alguns sintomas depressivos, maioritariamente em pacientes com depressão resistente à terapêutica.

 

 

 


Dicas para pais de crianças com Paralisia Cerebral

A imagem pode conter: uma ou mais pessoasO envolvimento dos pais na reabilitação da criança com Paralisia Cerebral, bem como a sua participação ativa e colaboração, colocando em prática nos diferentes contextos, o que aprendem com os profissionais, é essencial para o sucesso de uma intervenção. Por isso deixamos algumas dicas do que fazer com a criança com Paralisia Cerebral:

  • Manter a postura correta e alinhada tanto na posição de sentada como deitada é importante, a fim de evitar futuras alterações estruturais, como o aparecimento de encurtamentos e deformidades;
  • Realizar alongamentos orientados diariamente, principalmente quando a criança apresenta dificuldades em se movimentar sozinha, favorecendo um melhor desempenho na realização das atividades motoras, na exploração do meio e consequentemente no brincar;
  • Explorar os gestos, tanto facial quanto corporal, durante a interação com a criança. Isso permite o desenvolvimento da comunicação corporal cheia de significados e é um instrumento social de compreensão e expressão;
  • Nomear as partes do corpo, durante as atividades como o banho, o vestir e durante as brincadeiras, o que permite que a criança adquira uma consciência de seu próprio corpo. É importante também apontar e falar em voz alta o nome dos objetos, além de descrever o que está a ser realizado durante a atividade, para que a criança também adquira conhecimento do seu ambiente, o que possibilita uma melhor compreensão do corpo e sua interação com o mundo;
  • Cantar e ouvir músicas, ler um livro infantil ao mesmo tempo em que as figuras são mostradas, são recursos importantes em diferentes fases do desenvolvimento da criança. Este tipo de interação permite o desenvolvimento da criatividade, expressão corporal, memorização, atenção, linguagem e cultura;
  • Oferecer materiais com diferentes texturas, tamanhos, cores, temperaturas, cheiros, pesos, que possibilitam o toque, a perceção corporal e organização das sensações. Isso permite que a criança possa dar respostas adequadas a cada estímulo, interpretar melhor o ambiente, o que facilita o processo de aprendizagem;
  • Fazer uso de brinquedos e brincadeiras adequados e adaptados é importante para que a criança possa ter oportunidade de desenvolver suas competências, permitindo situações e estímulos variados onde a mesma utiliza seu corpo para explorar, criar, brincar, imaginar, sentir e aprender.

Procure a equipa do ILCN para esclarecer as suas dúvidas.

 


Esclerose Múltipla

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e textoO Dia Mundial da Esclerose Múltipla comemora-se na última quarta feira do mês de maio e tem como objetivo reconhecer o doente com Esclerose Múltipla e toda a sua rede de suporte (técnicos, família e investigadores). É estimado que, em todo o Mundo, existam cerca de 2,3 milhões de pessoas com a doença e, em Portugal, 8000 (dados da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla).

A Esclerose Múltipla é uma doença autoimune, crónica, inflamatória, desmielinizante e degenerativa que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC). Pode causar sintomas variados como por exemplo fadiga, perda de força muscular nas pernas e braços, alterações de sensibilidade, dor ou défices de equilíbrio.

Apesar de a Esclerose Múltipla não ter cura, é essencial a combinação de tratamento farmacológico e reabilitação neurológica. É fundamental uma intervenção contínua e focada no controlo dos sintomas, como forma de prevenir a evolução da doença.

No ILCN, a equipa multidisciplinar intervém junto do doente com Esclerose Múltipla com o objetivo de controlar a evolução dos sintomas, recuperar a funcionalidade e autonomia, por forma a contribuir para o bem-estar físico, emocional e social.

 


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